Blog da WAHub

Magalu Delivery entra na guerra do delivery: o que muda para o seu restaurante

A guerra do delivery ganhou um novo competidor de peso: o Magalu. Em setembro, a varejista lançou o Magalu Delivery em mais de 400 cidades, com cerca de 23 mil restaurantes já disponíveis no canal como mostrou a Exame. A promessa é usar sua base de mais de 50 milhões de usuários ativos mensais no aplicativo para conquistar pedidos de refeições como mostrou a Exame. Para quem vive de cozinha, a pergunta é direta: isso é oportunidade ou mais uma taxa para pagar?

Um novo player, mas começando pelo interior

Diferente das outras plataformas que miraram as capitais, o Magalu Delivery começa pelo interior, onde o aiqfome (comprado pelo grupo em 2020) já construiu sua operação. As primeiras cidades são de Minas Gerais, Paraná e São Paulo, com destaque para municípios de 80 mil a 120 mil habitantes, faixa em que o modelo encontra melhor resposta.

Na prática, o entregador de bolsa azul vai circular por cidades onde o iFood já tem presença, mas onde o aiqfome tem participação elevada. Segundo o CEO do aiqfome, Igor Remigio, nesses mercados o Magalu funcionará como uma vitrine adicional, não como um concorrente direto. Já onde há espaço para crescer, a marca da varejista pode incomodar.

Para o restaurante, o que muda? Se sua cidade está na lista, pode surgir um convite para cadastrar o cardápio. Mas não se iluda: ter o app instalado no celular do cliente não significa que ele vai lembrar de pedir por ali. O próprio executivo admite que o desafio é transformar acesso em compra.

O que está por trás da jogada

O Magalu não quer só vender pizza. A lógica é fazer o cliente comprar mais vezes no varejo. Hoje, um consumidor ativo do Magalu faz cerca de três pedidos por ano no app; em um aplicativo de delivery, são 3,5 por mês. Geladeira dura anos, fome volta em horas — por isso a varejista quer estar na hora do almoço e do jantar.

Para isso, vai usar a Lu, sua influenciadora virtual, criadores locais e as quase 1.250 lojas físicas para divulgar o serviço. Quem entrar para comprar um celular pode sair sabendo que dá para pedir um açaí. A bolsa azul do entregador é parte da estratégia: “A bolsa é matadora”, diz Remigio.

Ou seja, o Magalu vai gastar para criar o hábito. Mas isso leva tempo. Enquanto isso, seu restaurante continua precisando vender todos os dias, independente de qual app o cliente abre.

O que isso significa para o seu restaurante

O primeiro ponto: concorrência entre apps tende a aumentar. Com mais um player na praça, taxas e condições podem mudar. Historicamente, cada nova plataforma que entra usa cupons e descontos para atrair usuários — e o Magalu já planeja lançamentos locais com cupons em setembro. Isso pode gerar pedidos extras, mas também pode treinar o cliente a caçar promoção.

O segundo ponto: não coloque todos os ovos na mesma cesta. Se você depende de um único app, qualquer mudança nas regras — comissão, alcance, algoritmo — afeta seu faturamento direto. Ter uma vitrine no Magalu Delivery pode ser bom, mas não substitui um canal próprio, onde você não paga comissão e controla o relacionamento com o cliente.

Vale separar dois clientes que costumam ser tratados como um só. O cliente novo, que ainda não te conhece, o app traz — e por isso a vitrine tem valor. O cliente frequente, aquele que pede toda semana e já sabe o que quer, não precisa ser reapresentado a você a cada pedido: nele, a comissão é pedágio cobrado sobre uma relação que já existe.

É aí que entra o pedido direto pelo WhatsApp. Com o WAfood, o cliente vê o cardápio e pede por conversa — na mesa pelo QR Code, no balcão ou no delivery, com a mesma operação. Não há app para instalar e não há taxa sobre a venda: o que ele paga chega inteiro na sua conta. Para quem já tem uma base de habituais, é a diferença entre pagar comissão sobre a fidelidade que você construiu ou ficar com ela.

Como se preparar para o novo cenário

  1. Avalie se sua cidade está na lista: se estiver, acompanhe o lançamento e veja se as condições compensam. Se não estiver, fique de olho — o Magalu já estuda entrar em cidades maiores.
  2. Compare taxas e alcance: cada plataforma tem seu custo. Calcule o impacto no preço final e na margem. Lembre-se: o Magalu pode cobrar comissões diferentes do iFood.
  3. Invista no canal próprio: tenha um cardápio digital com link direto no WhatsApp, divulgue no Instagram e no Google Meu Negócio. Assim, o cliente que te acha por busca ou indicação pede direto, sem intermediário.
  4. Use os dados a seu favor: apps de delivery dão pouca informação sobre o cliente. No WhatsApp, você sabe quem pede, o que prefere, e pode oferecer fidelidade e ofertas personalizadas.

O futuro é do pedido direto

O Magalu Delivery é mais um sinal de que o delivery de comida é um mercado em ebulição. Grandes varejistas querem um pedaço do bolo, e o consumidor ganha com mais opções. Mas para o restaurante, a lição é clara: quem depende de um único canal fica refém. Ter presença nas plataformas é importante, mas construir uma base própria de clientes é o que garante sustentabilidade.

Na WAHub, acreditamos que o WhatsApp é o canal mais direto que existe. Com o WAfood, o cliente pede por conversa, sem app extra, sem comissão. Você mantém o relacionamento, os dados e a margem. Enquanto os gigantes brigam pela atenção, você pode focar no que faz de melhor: cozinhar.

Quer ver como funciona na prática? Fale com a gente e teste o WAfood no seu restaurante. Sem taxa de adesão, sem fidelidade. Só você e o seu cliente, conversando.

Fontes

Esse problema já tem produto pronto: conheça o WAfood.

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

O que é o Magalu Delivery?

É o serviço de delivery do Magalu, que entra no ramo de comida, supermercado, farmácia e conveniência dentro do aplicativo da varejista, começando por mais de 400 cidades.

Como o Magalu Delivery afeta os restaurantes?

Para restaurantes, pode significar uma nova vitrine, mas sem garantia de vendas extras. A concorrência entre apps tende a aumentar, e as taxas podem variar.

O Magalu Delivery vai acabar com o iFood?

Não. O iFood é líder consolidado. O Magalu começa pelo interior, onde o aiqfome já atua, e terá que disputar cada pedido com os já estabelecidos.

Meu restaurante deveria entrar no Magalu Delivery?

Avalie se sua cidade está na lista e se as taxas compensam. Independente disso, é essencial ter canais próprios de pedido, como WhatsApp, para reduzir a dependência de apps.

IA

Quer ver o WAfood no seu negócio?

O garçom digital do seu restaurante: pedidos na mesa ou no delivery, por conversa.

Falar sobre o WAfood

Resposta pelo WhatsApp — sem formulário, sem cadastro.

Fale conosco